ALBERTO SANTOS-DUMONT, SUA VIDA E SUA OBRA.


ALBERTO SANTOS-DUMONT o MG 20/07/1873 + SP 23/07/1932

CRONOLOGIA

A FAMÍLIA

HENRIQUE DUMONT

Vivia na França um ourives que tinha uma filha chamada Eufrásia Honoré, que se casou com François Dumont. O sogro -ourives- induziu o genro François a vir para o Brasil a procura de pedras preciosas, que alimentariam sua indústria. No Brasil o casal teve três filhos, sendo que o segundo chamava-se Henrique. François Dumont faleceu cedo e Henrique foi ajudado por seu padrinho, que lhe garantiu um curso na Escola de Artes e Ofícios de Paris, tendo se formado engenheiro. Voltando o Brasil passou a prestar serviços a Prefeitura de Ouro Preto.


Henrique Dumont


FRANCISCA SANTOS Vivia na região de Ouro Preto o senhor Joaquim Santos, casado com Dona Emerenciana. O casal teve um filho que tornou-se o Comendador Francisco da Paula Santos que casou-se com Dona Rosalina. Entre os filhos tiveram um filha chamada Francisca.

 

 



Francisca Santos

CASAMENTO

Henrique Dumont e Francisca Santos casaram-se à 6 de setembro de 1856, na Freguesia de Nossa Senhora do Pilar, em Ouro Preto. Em 1872 Seu Henrique assumiu a empreitada da construção do trecho da Estrada de Ferro Central do Brasil na subida da Serra da Mantiqueira, tendo instalado seu canteiro de obras na localidade de Cabangu, próximo a cidade de Palmira, hoje Santos Dumont.

NASCIMENTO

Foi no Sítio de Cabangu, MG, que, em vinte de julho de 1873, dia em que seu Henrique completava 41 anos, nasceu seu sexto filho, o futuro grande ALBERTO, aquele que viria a ser o verdadeiro Pai da Aviação.



Sitio de Cabangu

BATIZADO

Ao completar a empreitada da construção da estrada de ferro, o sr. Henrique Dumont mudou-se para a localidade de Casal, Valença (atualmente município de Rio das Flores) com a família, onde passou a dedicar-se ao cultivo de café. Foi ali na Paróquia de Santa Tereza que Alberto foi batizado em 20 de fevereiro de 1877.



Igreja de Santa Tereza

A INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

Procurando terras rochas mais próprias para plantação de café, o Sr. Henrique Dumont acabou adquirindo a Fazenda Arindeuva a vinte quilômetros de Ribeirão Preto. A fazenda de Henrique Dumont progrediu muito, tornando-se a mais moderna da América do Sul, com 5 milhões de pés de café, 96 quilômetros de ferrovias, sete locomotivas e, ele, passou a ser conhecido como "O Rei do Café". Ali Albertinho passou a sua infância, desenvolvendo as aspirações de que o homem não poderia mais ficar preso ao solo. Em suas divagações observava as nuvens suspensas no espaço, as aves deslizarem no ar e fazia experiências com pequenos balões nas festas juninas. Construia pipas exóticas e chegou a montar pequenas aeronaves movidas a elástico e hélice. As suas leituras prediletas eram os livros: Vinte Mil Léguas Submarinas, Cinco Semanas Num Balão, Da Terra à Lua de Júlio Verne, etc.

 

Sede da Fazenda Arindeuva

Aos sete anos dirigia os locomóveis da fazenda e aos doze seu pai autorizou-o à dirigir a locomotivas Baldwin. Na mecânica, consertava a máquina de costura de sua mãe e acabou fazendo manutenção dos separadores de café da fazenda. Seus estudos iniciaram com as primeiras letras ensinadas por sua irmã Virginia. Estudou ainda nos colégios Culto a Ciência em Campinas, Kopke e Morton em São Paulo e na Escola de Ouro Preto. Em 1888 viu pela primeira vez um balão cativo (preso ao chão) em uma feira em São Paulo. Em 1890 seu pai, em um acidente de charrete, luxou a cabeça tornando-se hemiplégico, sendo obrigado a vender a fazenda.

RUMO A PARIS

Enquanto tentava tratamento para sua enfermidade o Sr. Henrique levou o jovem Alberto pela primeira vez a Paris. Ali, o jovem viu um motor a petróleo funcionando o que lhe despertou profundo interesse. Em 1892, seu pai o emancipou, dando-lhe liberdade e títulos para que ele se mantivesse pelo resto da vida, e orientou-o a ir a Paris desenvolver seu potencial, estudando matemática, física, eletricidade e mecânica, pois o futuro da humanidade estaria na mecânica. Em 1892 fixou-se em Paris. Desejou andar de balão, porém sua vontade foi frustrada pelos altos preços pedidos pelos balonistas e acabou se dedicando ao automóvel, tornando-se o primeiro personagem a introduzir no Brasil um automóvel a petróleo. Em uma de suas visitas ao Rio de Janeiro encontrou em uma livraria um livro sobre o construtor de balões Sr. Lachambre. Ao chegar a Paris, procurou as oficinas do Sr. Lachambre e se surpreendeu com os preços accessíveis pedidos por ele. Já no dia seguinte subia aos céus em um balão dirigido pelo mecânico Machuron. Era o dia 23 março de 1898.

 

REALIZAÇÕES AERONÁUTICAS O BALÃO BRASIL

Após as primeiras ascenções passou a prestar serviços de pilotar balões para aquele construtor afim de se habituar a arte e assim projetar o seu próprio balão. Os construtores relutaram com sua primeira encomenda devido a sua pequenês. Ele ajustou seu projeto a algumas das contestações dos construtores mas insistiu em usar seda japonesa, mais leve e resistente. E assim subia ao céu em 4 de julho de 1898, o menor balão da época, o Balão Brasil. Os parienses, devido as pequenas dimensões do engenho, quando Messier Dumont passava, diziam que ele levava o balão na maleta.

Balão Brasil

SANTOS DUMONT NÚMERO UM

Parte então para a construção de um dirigível. Quando ele cogitou de colocar um motor a explosão pendurado em um balão de hidrogênio: duas opiniões levaram ele a tomar providências. Disseram que a trepidação do motor iriar romper os cabos de sustentação. Ele cuidadosamente pendurou o seu triciclo em uma árvore para verificar como se comportava o conjunto e funcionou até melhor. Disseram que tudo iria explodir. Ele aumentou as cordas de sustentação afastando o motor do envólucro, virou o cano de escapamento para baixo e colocou as válvulas de hidrogênio na extremidade bem atrás. Na primeria tentativa de decolagem chocou-se contra as árvores, pois decolou a favor do vento conforme foi convencido pelas pessoas que assistiam. Dois dias depois, a 20 de setembro de 1898, decolou contra o vento conforme sua concepção. Para espanto da assistência pela, primeira vez na história da humanidade um balão evolui no espaço propulcionado por um motor a petróleo. Apos este evento, aperfeiçoou, sua criação nos drigiveis 2 e 3.

Santos Dumont Numero Um

PRÊMIO DEUTSCH

Os sucessos das experiências daquele pequeno brasileiro, levaram o magnata do petróleo Henry Deutsch de La Muerthe, no dia 24 de marcode1900 a oferecer um prêmio de cem mil francos a quem saindo de Saint Cloud e sem auxílio de terra contornasse a Torre Eiffel e regressasse ao ponto de partida em no máximo 30 minutos. A distância de ida e volta equivalia a 30 quilômetros. A conquista desse prêmio seria avaliada por uma comissão formada por membros do Aero Clube da França. Fez experiências com o número 4, tentou por duas vezes vencer o prêmio com o número cinco. A 19 de outubro de 1901 finalmente vence o Preêmio Deutsch. Com este dirigível evolui sobre a Baia de Mônaco algumas vezes.

Santos Dumont Número 6 contornando a Torre Eifell

SANTOS DUMONT NÚMERO NOVE

Construiu o Número sete para participar de corridas de dirigíveis. Pulou o número oito por superstição. Em 1903 constrói o Santos Dumont Número Nove para passear em Paris tornando-se o mais popular, pois com ele visitava amigos em seus castelos, descia para tomar chá nos principais restaurantes, participou do desfile das comemorações da "Queda da Bastilha" em 14 de julho de 1903, fez ascenções noturnas, levou como passageiro o menino Clarkson Potter e ainda foi neste dirigível que permitiu que outra pessoa dirigisse um seu veículo aéreo, a cubana Aida de Acosta.


Santos Dumont Número Nove

SANTOS DUMONT 14bis

Construiu o onibus aéreo número dez para 12 passageiros. Iniciou a construção de uma aeronave bimotora de asa, a número onze. Tentou um helicóptero com dois rotores, o número doze. Construiu uma um dirigível com envólucro dividido entre uma seção de gás de iluminação e uma de ar quente, o número treze. Fez um outro dirigível o de número catorze. Em julho de 1906 Santos Dumont faz experiências com num novo veículo pendurado no número catorze. O aparelho era mais pesado que o ar e passou a se chamar 14bis. Em 18 de julho, inscreve-se para disputar a Taça Ernesto Archdeacon para um vôo mínimo de 25 metros e para disputar o Prêmio Aeroclub de França de 1500 francos para vôo de 100 metros, ambos com aeronave mais pesada que o ar. Após varias experiências convoca a Comissão do Aeroclube e a 23 de outubro de 1906 em Bagatelle, faz um vôo de cerca de 50 metros conquistando a Taça Archdeacon, sendo considerado a primeira vez que uma aeronave desliza e decola utilizando apenas suas próprias forças. Em seguida, em 12 de novembro de 1906, faz um vôo de 220 metros estabelecendo o primeiro Recorde de distância, ganhando o Prêmio Aeroclube.

O 14bis vencendo a Taça Archdeacon.

Após ainda fez o número quinze, aeroplano com asa de madeira, o número 16, mixto de dirigível e avião, o número 17 seria cópia do número 15, o número 18, um deslizador aquático e termina com os populares "Demoiselle"s, com a série 19, 20, 21 e 22. Com esta pequena aeronave ele ia visitar amigos em seus Castelos, bateu recordes de velocidade e de distância de decolagem e a 18 de setembro de 1909 realiza seu último vôo em uma de suas aeronaves com um vôo razante em cima da multidão sem segurar nos comandos. Com as mãos abertas ele segurava um lenço em cada uma das mãos os quais soltou e foram disputados aos pedaços.

Demoiselle

A partir de 1918, passou a residir no Chalé de estilo europeu que construiu no Morro do Encanto em Petrópolis: A ENCANTADA. Nessa casa podemos ver o chuveiro de agua quente idealizado por ele e uma escada na qual sòmente se pode iniciar a subida com o pé direito. É o seu recanto mais visitado.



Outras Personalidades:

Clique aqui para ver a Biografia Nero Moura   Clique aqui para ver a Biografia Anésia Pinheiro Major Brigadeiro Newton Braga

Copyright © 2000 Aeronews.com.br. Todos os direitos reservados.